A máxima do nosso brasileiríssimo Abelardo Barbosa - "Nada se cria, tudo se copia" se aplica a tudo nessa vida. Principalmente na moda. Tenho como opinião (minha opinião, veja bem!) de que nada mais será criado. Nada mais será original. Posso parecer derrotista, mas acho que todo o "bum" tecnológico/social já aconteceu. As sociedades evoluiram velozmente nos último séculos. Acredito que tenhamos atingido o nosso ápice. Novas tecnologias, tendências e modismos surgirão sem dúvida, mas sempre baseadas em tecnologias e referências passadas, uma espécie de "update" de versões de nós mesmos, de nossos gostos. Não sei se isso é uma vontade do nosso inconsciente coletivo de rescreever a história, de ter a chance de "fazer direito", saudosismo, nostalgia ou falta de criatividade. Mas essa discussão fica para um próximo momento.
O ponto em questão aqui é a releitura dos adoráveis anos 20 que está em voga. Para mim, sem sombra de dúvida, foi a década mais charmosa e elegante. Silhuetas alongadas e tubulares, cinturas mais baixas, cortes retos, colares longos, cabelos curtos e ah! nossa D.I.V.A Mme. Chanel!
As mulheres começam a ocupar seu espaço na sociedade, ingressando no mercado de trabalho, visto que os homens eram minoria, diante das inúmeras baixas de soldados durante a Primeira Guerra Mundial.
Praticidade se faz urgente! Libertaram-se dos espartilhos, cabelos mais curtos e menos volumosos, no melhor estilo a La Garçonne, saias mais curtas escandalizavam os mais conservadores!
Com cabelos tão curtos era difícil diferenciar as moças dos rapazes, então a maquiagem entrava como o diferencial da época: lábios desenhados em forma de coração no vibrante carmim e sobrancelhas bem desenhadas à lapis.
Hoje, com muita saudade (falando assim, parece até que vim de lá!) e alegria, vejo por aí milhares de referências aos anos 20. Na moda atual, temos com muita força franjas compondo o estilo melindrosa, saias e vestidos mullet (aquelas mais curtas na frente e mais longas atrás), noivas com vestidos fluidos e de rendas sobrepostas, casquetes, voillets e plumas na cabeça das mais antenadas... um luxo só!
Para um make atual, mas com ares retrôs, uma pele corrigida, iluminada, neutra. Sobrancelhas um pouco mais marcadas com sombras esfumadas em tons de marrom bem escuro ou lápis grafite. E a boca, com lápis contornando e definindo o vermelho carmim ou aberto, digno de musas cinematográficas. Rímel, muito rímel para trazer profundidade ao olhar.
Paras as mulheres de cabelos longos, um coque chignon pode complementar o look sem necessariamente tosar as madeixas.
Pronto! Linda, elegante e retrô, sem parecer saída do túnel do tempo!!!
Ai ai... Agora só me resta esperar por um evento digno de uma produção destas!






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